sábado, 18 de julho de 2009

"Ainda o Cortou, Achou, Ganhou da Pullman"

Sobre a promoção, que foi sucesso absoluto em 1977, havia uma "quebra!" de 5% do produto, porque a criançada amassava pães e bolos para saber se tinham o malfadado vale-brinde dentro.
Coisa pequena, em função dos 45% de incremento, mas o seu Manoel, dono da empresa, queria diminiur esse índice. Bolei um comercial com o Armando Marques (pra quem é mais velho, era o principal árbitro de futebol da época e tinha alguns, vamos dizer, trejeitos. Bom, lá fui eu pra Copacabana (de novo, o Rio), para que ele fizesse um comercial dando cartão vermelho pra garotada que amassasse os produtos Pullman (a Fifa tinha acabado de criar os cartões). Visitei a figura em seu apartamento e fechamos o contrato. No dia agendado, fui buscá-lo em Congonhas e levá-lo à Diana Cinematográfica, que é onde se produziam os comerciais da Pullman. Tudo correu bem e o comercial acabou com as quebras do produto. Ainda tenho um fotograma desse comercial e em Congonhas, no dia em que fui buscar o Armandinho, encontrei o Nuno Leal Maia, que chegava do Rio e tinha sido meu colega e amigo nos tempos da USP. Pra quem não sabe, fui eu quem empurrou o Nuno pra fora da timidez, colocando-o em uma sala de aula do meu cursinho, frente a mais de trinta lindas meninas adolescentes, que cursavam os preparatórios às faculdades de arte no Prearte Vestibulares, mas essa é uma história que fica para uma próxima crônica). Em tempo: o Nuno foi meu colega de cursinho (Capi Vestibulares) e é formado em Artes Cênicas e História pela USP. Eu? Eu comecei Sociologia mas larguei em função de certos atritos com o governo (ano de 1968, anos de chumbo, comprendem?). Mas me formei e me pós-graduei, afinal, não sou pouca porcaria...

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