Aqui vai a primeira crônica do futuro book sobre a radionovela paulista e papai, o saudoso Waldemar Ciglioni. Espero que gostem...
Minhas memórias sobre papai e sua fama começam quando eu tinha seis ou sete anos. O local, a Rádio São Paulo, das Emissoras Unidas de Paulo Machado de Carvalho, na Angélica com Veiga Filho, pertinho da casa do Marechal da Vitória.
Tarde de sábado, que era quando eu podia acompanhá-lo sem perder as aulas. Mamãe e eu aguardávamos nas escadas da emissora, que era um enorme casarão com escadas de mármore e corrimãos de ferro batido, e os funcionários da rádio preparavam um "forte" esquema de segurança para a saída do galã, sem que fosse esmagado pelas fãs, que a essa altura se apinhavam na calçada e já haviam invadido os bem cuidados jardins da casa.
Todo o esquema pronto, o Studebaker gelo de papai chega, quase subindo nos degraus da casa. Eu, papai e mamãe nos jogamos degraus abaixo e mergulhamos nos bancos do carro.
Resultado do bem planejado esquema de saída: todos sãos e salvos e uma manga de paletó perdida, arrancada por uma fã mais ousada...
Essa foi a primeira crônica. Podem criticar, aprovar ou desaprovar. Só não podem dizer que é mentira, pois eu estava lá!
Forte abraço do Waldemar Ciglioni (o Junior).
Até a próxima!
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