domingo, 19 de julho de 2009

"E como eu quase me tornei um Galvão Bueno"

O ano, 1974. Ano do meu casamento e eu passava pela avenida Paulista, em frente ao prédio da Gazeta. Uma faixa apregoava aos quatro ventos: Hoje, teste para novos talentos na Equipe de Esportes da Rádio Gazeta". É bom contar que, na época, a Rádio Gazeta tinha a melhor equipe esportiva da cidade, comandada por Milton Peruzzi (que Deus o tenha) e mais: José Italiano, Roberto Petri, o Maciel, o GB (Geraldo Blota, também falecido), o Peirão de Castro, nossa, uma infinidade de talentos. Entrei, e logo fui reconhecido como filho do Ciglioni pelo Petri, que me acolheu mito bem. Foi um dia inteiro de testes, até as oito da noite. Foram exatos oito testes antes do teste final, com a avaliação do "poderoso chefão", Peruzzi. Um desgaste e uma tensão terríveis. Lá pelas tantas, deveríamos esperar pelo Peruzzi, que acompanharia os testes finais dos nove que restaram, para as funções de repórter (para a qual estava me candidatanto), para locutor e comentarista. Resolvi descer e tomar um lanche. Na volta, com hora marcada, nada do elevador chegar e eu, ansioso, resolvi subir pelas escadas que estavama fechadas com tábuas de madeira. Ao meu lado, um rapaz da minha idade (faixa dos vinte e poucos), que se animou a subir daquela maneira irregular comigo. Ele me disse ter chegado recentemente do Rio, estar recém-casado e desempregado. Subimos, e o Peruzzi me recusou. Afinal, eu estava cansado e dei uma gagejada. Ou então o homem não simpatizava com o "velho". Foi o que me disseram, sei lá.
Sabe quem era o jovem carioca que ficou na equipe? O Galvão Bueno. Em tempo, outro recusado foi o Flávio Prado, que continuo persistindo e acabou vingando. Eu? Eu fui pra propaganda e lá fiquei...

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