domingo, 19 de julho de 2009

"Como o Nuno Leal Maia entrou na "roda"

Vou contar aqui como o Nuno se "soltou" na sua relação com o público. E acho que tenho um pouco a ver com isso. Passei quase um ano sem tê-lo visto. Vou explicar: fazia cursinho para prestar vestibulares, no Capi, que ficava na Av. São João, por incrível que possa parecer. O ano? 1967, 68. Era da turma de Humanas da manhã e ele da Humanas da noite e periodicamente o cursinho fazia simulados. Eu era o melhor aluno da manhã, e geralmente tirava 9, 9,7, 9,8 de média nos simulados. E ele, o melhor da noite, com notas semelhantes. Isso virou uma "guerra", e durante todo esse período jamais nos vimos ou conhecemos. Depois, entrei na USP, em Sociologia, e ia com o fusquinha de mamãe à noite, para lá. Certa noite, dei carona a um grupo de estudantes que esperava o ônibus que teimava em não passar, e entre eles, estava o Nuno! Finalmente nos conhecemos. O tempo passou, abri o Prearte Vestibulares, num sobradão da Consolação (na Rua Pedro Taques), preparatórioàs faculdades de arte (cuja história contarei em outra crônica) e estava em sala de aula, com mais de trinta lindas adolescentes, quando vejo o Nuno de mochila passar (ele morava na Bela Cintra). Nessa época, parece, ele estava fazendo a peça Hair, sucesso na década de sessenta e setenta. Saí correndo e chamei o cara, perguntando: quer dar aula? Pois sabia de sua capacidade, ele estava cursando Artes Cênicas e História na USP. Ele disse que sim e eu empurrei o cara pra dentro da sala, trancando a porta. Antes, falei pras meninas, vocês vão ter aula com um cara sensacional , que sabe tudo da matéria! Foi assim que o Nuno se soltou, se duvidam, podem perguntar pra ele...

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