quarta-feira, 29 de julho de 2009
"Continuando o caso misterioso..."
Naquela tarde de novembro de 79, quando deitei com minha filha no peito para relaxar, depois de doze dias sem dormir, logo ouviram-se 3 tiros na vila em que morava. Levantei, a contragosto e abri a janelinha da porta de entrada. Os vizinhos, alvoroçados, falavam alto e gesticulavam...Fui até eles e vi um homem no meio-fio, baleado. Perguntei quem era e me disseram ser o empreiteiro que estava construindo os sobrados de frente. Era uma vila estilo americano e eu tinha como vizinhos o Mussum (falecido) e Franco, pai dos KLBs...Então falei, temos que levá-lo ao hospital. Ninguém se mexeu, nem esboçou reação. "Já chamamos a ambulância, disseram". Era pouco, e demorado. Perguntei quem me ajudaria a colocá-lo no carro e levá-lo para o hospital. Um rapaz que visitava um vizinho, evangélico, se dispos a judar. Levantamos o senhor com cuidado e colocamos no banco de trás do meu carrão. Na época, um Maverick quatro portas, e saí em desabalada carreira rumo ao Pronto Socorro de Santo Amaro, pois morava na Avenida Interlagos. Perda de tempo, no meio do caminho desenfreado, com luzes acesas, na contra-mão e mão na buzina, o rapaz me disse: ele se foi...Chegamos, o sujeito foi levado para a UTI, apenas para constatar a morte. Seu nome, senhor Negrão. o motivo: vingança de um peão de obras mal pago. Bom, essa história eu tenho registrada em cassete do Programa do Gil Gomes, da Rádio Record, que meu pai conseguiu com o próprio. E finalmente, ao ser chamado no Deic para depor, o delegado do caso perguntou seu eu não queria ajudar a desvendar o caso! Como seu eu fosse policial, ou coisa assim! Coisas da polícia "científica" do nosso Brasil. Abraço do Waldemar.
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